FOMOS MANHÃ
Fomos manhã,
fomos manhã e
despimo-nos,
vestindo-nos apenas da cor azul
Fomos manhã,
fomos manhã na natureza
perdidos num bosque
onde o negro lentamente
se deixou substituir pela cor grená
Fomos manhã,
fomos manhã e bebêmo-nos
como se fôramos àgua,
como se fôramos sumo
escorrendo-nos nos dedos,
molhando-nos a pele
Fomos faunos,
fomos verdes,
fomos de todas
as cores da manhã
Fomos manhã
e sumimo-nos…
Poema inédito de Alexandra Malheiro
( com um obrigada especial por o ter disponibilizado*)













































