como se fosse daí que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas,que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros. "Nuno Júdice
acrílico sobre tela
Design by me
(indisponível)
como se fosse daí que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas,que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros. "Nuno Júdice
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"..E as árvores despidas, o vento, a chuva, os anúncios luminosos de Lisboa, tudo tinha o teu nome e me falava de ti, tudo era ao mesmo tempo, tentação e perdição.Ou talvez só o amor do amor, a melancolia da cidade à chuva, a tristeza dos eléctricos vazios atravessando a noite a tilintar, a solidão da grande cidade, os sapatos molhados e o orgulho ferido, perdido de amor, perdido como nunca ninguém por ninguém, senão eu, em Lisboa por ti."
^Manuel Alegre
in
A terceira rosa


taken by me @ .....................algures numa rua @ Porto




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P. Miguel Martins
in
Contigo para um último dia
a realidade interposta de hálitos... ..
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................photos by me and
..... ......... D

talvez aborte.Nem guerra, bairro ou corte, é a pronúncia do Norte.Não tenho barqueiro nem hei-de remar, procuro caminhos novos para andar, tolheste os ramos onde pousavam da geada as pérolas as fontes secaram.Corre um rio para o mar e há um prenúncio de morte.E as teias que vidram nas janelas, esperam um barco parecido com elas, não tenho barqueiro nem hei-de remar, procuro caminhos novos para andar.E é a pronúncia do Norte, corre um rio para o mar. 


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"Silêncio.
Como se o momento em que alguém se preparasse para dizer uma palavra ficasse suspenso.Instantes a acumularem-se sobre esse tempo cada vez mais longo.A suspeita de que toda a eternidade existe dentro desse momento parado. E, se alguém deixasse cair uma pedra na profundidade desse silêncio, poderia esperar que passassem séculos, mas nunca iria ouvi-la tocar no chão e apenas ficaria livre no momento em que acreditasse que a pedra se tinha desfeito em tempo e em silêncio.

"O silêncio (...) não somos gente a ouvi-lo, é ele a ouvir-nos a nós, esconde-se na nossa mão que se fecha, numa dobra de tecido, nas gavetas onde nada cabe salvo alfinetes, botões; pensamos "vou tirar o silêncio dali" e ao abrir as gavetas o outono no lugar do silêncio e (...)"