...e de repente todas as mãos se fecharam e todos os gritos cessaram na perfeição de um poema
segunda-feira, novembro 28, 2005
sábado, novembro 19, 2005
sábado, novembro 12, 2005
Ah quantas máscaras e submáscaras,
Usamos nós no rosto da alma, e quando,
Por jogo apenas, ela tira a máscara,
Sabe que a última tirou enfim?
De máscaras não sabe a vera máscara,
E lá de dentro fita mascarada.
Que consiência seja que se afirme,
O aceite uso de afirmar-se a ensona.
Como criança que ante o espelho teme,
As nossas almas, crianças, distraídas,
Julgam ver outras nas caretas vistas
E um mundo inteiro na esquecida causa;
E, quando um pensamento desmascara,
Desmascarar não vai desmascarado.
-.
de máscara posta com mãos de poeta dorido;
que me fazia permanecer. O quanto fugi,respirei sem querer...
quarta-feira, novembro 02, 2005
quarta-feira, outubro 19, 2005
sábado, outubro 15, 2005
terça-feira, outubro 04, 2005
e não digas que não o ouves
OU SOU EU QUE TEM MEDO DAS NOITES?
de TODAS?Ou
OU DE MIM? - é...
mais fácil
se fosse do ruído da noite...
domingo, setembro 25, 2005
quinta-feira, setembro 22, 2005
.
.
Se fores pela direita
Olharei em redor
Se fores pela esquerda e descansares
Olharei em redor
.
O meu olhar há-de acompanhar-te
Como a poeira à volta dos teus pés
.
Se desceres à planície
E fizeres a tenda com o véu da mulher
Não desviarei o olhar
Não dividirei a túnica
.
Se fores pelo centro de ti mesmo
Tactearei
Abrirei a mão e estarás próximo
Basta respirares
E olharei em redor
:
.
Daniel Faria
sexta-feira, setembro 16, 2005
segunda-feira, setembro 12, 2005
Ode à noite (inteira)
nas paredes ao lado dos meus ombros (espero
o autocarro, vejo devagar, sorrio). Mas
gosto, sobretudo, dos cães quase sem dono
que roçam as esquinas, pisando restos de garrafas
- ou das pessoas que desconheço.
:
domingo, setembro 11, 2005
sexta-feira, setembro 02, 2005
e porque com este post,
quero dar um abraço bem forte à Lili *
segunda-feira, agosto 29, 2005
quinta-feira, agosto 25, 2005
Quando alguém nos acontece, transfigura o próprio sentido da nossa existência.
O amor chega-nos com doçura, é doce.
Aloja-se em nós e ocupa cada ponto do nosso corpo,mais,
toda a nossa vida. O seu poder de contaminação
é total. Basta um só olhar. O amor é esse conflito permanente
e completo : liberta e agarra, é doçura e amargura, refaz e desfaz,
ressuscita e adormece, faz-nos sonhar e confronta-nos com a realidade pura e dura,
dá à luz. Mas também tem o poder de nos matar.
a impossibilidade de tudo.
É este o amor, é esta a nossa vida:
sexta-feira, agosto 19, 2005
quarta-feira, agosto 17, 2005
Por agora resta-me recordar o que foi escrito certamente
com sangue em papel de cetim;pois como disse Jonh Lennon
"Escrever uma canção é sentarmo-nos e abrir uma veia"
Tough, you think you’ve got the stuff
You’re telling me and anyone
You’re hard enough
.
You don’t have to put up a fight
You don’t have to always be right
Let me take some of the punches
For you tonight
.
Listen to me now
I need to let you know
You don’t have to go it alone
:
And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own
.
We fight all the time
You and I… that’s alrightWe’re the same sou
lI don’t need… I don’t need to hear you say
That if we weren’t so alikeYou’d like me a whole lot more
:
Listen to me now
I need to let you know
You don’t have to go it alone
And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own
:
I know that we don’t talk
I’m sick of it all
Can - you - hear - me – when – I -Sing, you’re the reason i sing
You’re the reason why the opera is in me…
Where are we now?I’ve got to let you know
A house still doesn’t make a home
Don’t leave me here alone...
[...]
quinta-feira, agosto 11, 2005
segunda-feira, agosto 08, 2005
sábado, julho 30, 2005
-------------------------------------
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali

A principio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes,
atravessaram o meu peito

falaram pela minha boca
floresceram comigo.
:
:
um fulgor de fuga e liberdade.
Sei-o porque assim aconteceu...
ou porque assim o ansiava ardentemente...
sexta-feira, julho 29, 2005
Lês em silêncio?----
*
:
:
O velho poeta
:
O seu desejo era que plantassem
um espinheiro numa nesga de
.
terra frente ao mar e ao rio
.
.
.
:
sábado, julho 23, 2005
domingo, julho 17, 2005
Será que saberei algum dia?
Será que naquela hora soube então o que me aconteceria?
como se tivessem todo o tempo! No
entanto, sabem que as nuvens
vão encher o céu; e que o norte
irá enviar o vento frio que as
há-de arrastar para sul, deixando
atrás de si o silêncio
nos campos. Mas pouco lhes importa
isso, quando se juntam, e
cantam a efemeridade do
instante.
:
:
Nuno Júdice
:
:
:
Uma casa na escuridão
quarta-feira, julho 13, 2005
naquelas que só soubeste dizer enquanto esperavas
nessa tua forma de estar não estando.
Prefiro o frio da palavras ao calor da ilusão...

...E ouve-se o silêncio descer pelas vertentes da tarde
chegar à boca da noite
e responder.
.
:
Ruy Belo in Aquele grande rio Eufrates
segunda-feira, julho 11, 2005
sábado, julho 09, 2005
terça-feira, julho 05, 2005
altivo demais para mim ,que me senti
insignificante demais para o poder abraçar;
trouxe-o na lembrança...
e chega * ]]]

taken by me
Shakespeare podia ter vivido aqui.
Podia ter dançado na noite de S. João, quando o rio
transborda para as ruas nas correntes humanas
que as inundam. Podia ter escrito
nos invernos de ausência o que a noite
ensina sobre a privação.
Podia terensinado, à beira do cais, que o tempo lascivo
corre como a água, levando o que não há-de
voltar e trazendo o que nunca terá nome
nem corpo. As almas, que empalidecem quando
o sol poente se reflecte nos vidros,
cantam bruscamente o verão: reflexo de um
reflexo, frutos que se deixam colher pela
memória, seres sem ser que não hão-de voltar
a nascer: Mas o que ele cantou, podia
tê-lo cantado aqui. Todos os lugares são,
afinal, lugar nenhum para quem não habita
senão a própria voz: sonho de outra margem,
cantor perdido no labirinto das pontes. Perto
da foz, sem o saber; sonhando a nascente,
como se não fosse ele próprio a única fonte.
Nuno Júdice
e esta foi uma delas: ao querer fazer novo Post
este foi apagado, daí já nao conseguir
escrever o que escrevi, porque o momento
passou.
Fica somente o registo do poema
e a lembrança do que estava escrito e
que sei que foi lido pela pessoa a quem o dirigi»»»»»»«
:
.
.
Poema morto
Repara como as árvores mortas
se surpreendem aind apelo vento,
repara como as suas folhas decrépitas
ainda se movem por ele.
Assim sou eu, já sem luz,
mas a sentir ainda o vento
a marulhar-me as folhas,
assim sou eu, inerte,
mas a sentir por mim frémitos de vida...
Repara como as almas se ajeitam,
encolhidas e enroladas nos seus nichos,
repara como eu me altero,
entre hipérboles de palavras
que deixo perdidas e...
sem rima...
Vê como é tão difìcil sorver
do dia a luz completa
e bebê-la, enfiada que está
no seu canto, resguardada,
vê como, a pouco e pouco,
eu me deixo perder entre os teus dedos
e os dedos são já apenas fumo
longo e lento por mim
como a brevidade
de um poema já dito....
.
.
A. Malheiro
sábado, julho 02, 2005
| adopt your own virtual pet! |
« É sempre aconselhável
fugir da pretensa "linha editorial",
nem que seja para pôr um pouco
de sopro risonho neste meu espaço
demasiado sombrio...
por isso,brinquem aqui com o "bicho"
que ele agradece ehhehe »
segunda-feira, junho 27, 2005
eu "tinha" que colocar isto, hoje, aqui, agora...
Mexeu demais comigo, doeu...fez mossa.
.
.
A angúsita tem muitos dedos,
muitas mãos que nos prendem e nos presenteiam com sorrisos falsos.
«Francesca » [ver site]
conheceu um desses sorrisos da pior maneira possível:
através da morte.
Da morte provocada por ela mesma,
numa cidade: Roma..
mas podia ser outra qualquer
Num dia de Janeiro de 1981...
mas podia ser ter sido outro.
Foi ela a vítima...
mas podia não ser
Tinha 22 anos,
absorvia o mundo
atrás de uma máquina...
de uma máquina fotográfica
e deixou alguma dessa beleza
impressa em sais de prata.
Foram decerto gritos mudos
que ela soltou;
gritos que não foram compreendidos,
questionados;
gritos que só por si deviam abalar o mundo de quem os ouvisse,
mas parece que não foi isso que sucedeu.
QUEM É QUE "NÃO QUIS" que o seu mundo fosse abalado por eles?
Esta dor não passa quando adormeço / chora ao pé de mim / irremediável // alguém nos toca o ombro e / damos por nós mais sozinhos // o meu lugar na morte / é junto da janela / logo atrás de ti."
:
Mário Rui de Oliveira in "Bairro Judeu"
sábado, junho 18, 2005
:
:
:
:
sem presa de as despir;das peles
que demoro a tirar para
que eu não a reconheça,
não a chame pelo nome,
Quando me soube já era tarde,
já nada dizia...ou,
quinta-feira, junho 16, 2005
taken by Teresa Parente
((um *bj p ti minhoca)) .
.
.
Então sento-me à tua mesa. Porque é de ti
que me vem o fogo.
Não há gesto ou verdade onde não dormisseem
tua sombra e loucura.
Não há vindima ou água
em que não estivesses pousando o silêncio criador.
Digo:olha, é o mar e a ilha dos mitos
originais.
Tu dás-me a tua mesa,descerras na vastidão da terra
a carne transcendente. E em ti
principaim o mar e o mundo.
:
:
:
Herberto Helder
in
"Ofício Cantante"
quarta-feira, junho 15, 2005
terça-feira, junho 14, 2005
e os meus passos são inseguros para me meter a caminho,
venho
A q u i « [SITE] »
e esqueço que há um écran como divisória
segunda-feira, junho 13, 2005
................... (Eugénio de Andrade.1923_2005)
:
:
:
A poesia não vai
.
:
"A poesia não vai à missa
não obedece ao sino da paróquia;
às pernas de deus e dos cobradores
de impostos.
Língua de fogo do não;
caminho estreito
e surdo da abdicação, a poesia
é uma espécie de animal
no escuro recusando a mão
que o chama.
Animal solitário, às vezes
irónicos,às vezes amável,
quase sempre paciente e sem piedade.
A poesia adora
andar descalça nas areias do verão."
quarta-feira, junho 08, 2005
DOR NAO SENTIU.
SOB O
JACTO FRIO
DA TORNEIRA
O FRIO ANASTECIA BEM
E AQUELES LONGOS INVERNOS EM QUE PASSEARA A ALMA
TINHAM SIDO DUROS À SOBREVIVÊNCIA.
DOR NÃO SENTIU.
SÓ QUE A IDEIA , DO FIM LOGO ALI
NUM ESPAÇO DE TANTO AZUL, SOBREVEIO
UMA FOME DE SOL E CORPO
QUENTE.
AMARROU OS BRAÇOS COM
PANOS
DE TEXTURAS CERRADAS
E CERROU OS DENTES.
PARA DAR MAIS TEMPO
AO TEMPO.
ATRAVESSOU A AREIA E DEITOU-SE
ALI,
QUENTE E VERMELHA, JUNTO AO MAR,
A MARÉ, CHEIA,
MAS CHEIA MESMO
LEVOU-A.
É QUE JÁ
NEM O MAR A PODIA
ATURAR.
.
:
Miuxa Carvalhal
domingo, junho 05, 2005
não é sobre a solidão,
pouco me importa quem me
desviou a palavra, é sobre
a tua ausência no lugar
íngreme da minha pele,por isso
cairei implume telhado abaixo
debulhada no coração
.
.
Valer Hugo Mãe
in
O retrato da minha alegria
a casa;
o telhado dentro da casa. O tecto
dentro de ti.
De ti toda essa voz, rouca tão depressa feita murmúrio, ou
num beijo de esquecer,o teu vulto, dobrado
sobre ti mesmo,
a toalha branca envolvendo-te o pescoço; o branco,
a cor da cal,da casa,
do tecto,
da incerteza. O apressar do dizer: “queres vir?”.
tudo cinematograficamente perfeito…
e no entanto arde











































