
À *
andado mais paralelos do que até aqui
têm andado, sabemos sempre onde nos encontrar-mos.
Tough, you think you’ve got the stuff
You’re telling me and anyone
You’re hard enough
.
You don’t have to put up a fight
You don’t have to always be right
Let me take some of the punches
For you tonight
.
Listen to me now
I need to let you know
You don’t have to go it alone
:
And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own
.
We fight all the time
You and I… that’s alrightWe’re the same sou
lI don’t need… I don’t need to hear you say
That if we weren’t so alikeYou’d like me a whole lot more
:
Listen to me now
I need to let you know
You don’t have to go it alone
And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own
:
I know that we don’t talk
I’m sick of it all
Can - you - hear - me – when – I -Sing, you’re the reason i sing
You’re the reason why the opera is in me…
Where are we now?I’ve got to let you know
A house still doesn’t make a home
Don’t leave me here alone...
[...]




.
Poema morto
Repara como as árvores mortas
se surpreendem aind apelo vento,
repara como as suas folhas decrépitas
ainda se movem por ele.
Assim sou eu, já sem luz,
mas a sentir ainda o vento
a marulhar-me as folhas,
assim sou eu, inerte,
mas a sentir por mim frémitos de vida...
Repara como as almas se ajeitam,
encolhidas e enroladas nos seus nichos,
repara como eu me altero,
entre hipérboles de palavras
que deixo perdidas e...
sem rima...
Vê como é tão difìcil sorver
do dia a luz completa
e bebê-la, enfiada que está
no seu canto, resguardada,
vê como, a pouco e pouco,
eu me deixo perder entre os teus dedos
e os dedos são já apenas fumo
longo e lento por mim
como a brevidade
de um poema já dito....
.
.
A. Malheiro
| adopt your own virtual pet! |
« É sempre aconselhável
fugir da pretensa "linha editorial",
nem que seja para pôr um pouco
de sopro risonho neste meu espaço
demasiado sombrio...
por isso,brinquem aqui com o "bicho"
que ele agradece ehhehe »
taken by Teresa Parente
((um *bj p ti minhoca)) .
.
.
Então sento-me à tua mesa. Porque é de ti
que me vem o fogo.
Não há gesto ou verdade onde não dormisseem
tua sombra e loucura.
Não há vindima ou água
em que não estivesses pousando o silêncio criador.
Digo:olha, é o mar e a ilha dos mitos
originais.
Tu dás-me a tua mesa,descerras na vastidão da terra
a carne transcendente. E em ti
principaim o mar e o mundo.
:
:
:
Herberto Helder
in
"Ofício Cantante"
Miuxa Carvalhal
"Um dia li num livo: "viajar cura a melancolia".
«...»
A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o que os outros
viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares, vêem. O olhar de
cada um, sobre as coisas do mundo é único, não se confunde com nenhum outro." Al Berto
abrir as palavras
detê-las
constantemente no encruzilhar dos teus dedos,
ou,do sinal do provir,
do relançar
para além...
há sempre a luz do "não" dito,
ou somente o desejo
de omitir -
com os lábios tudo se diz em luz
aberta,
só os fechamos quando o olhar nos trai
Poderei esquecer
estes rostos,
estas vozes,e ficar diante do meu rosto?
Às vezes,como num sonho,
vejo formas como um rosto
e pergunto:"De quem é este rosto?
"E ainda:"Quem pergunta isto?"
"E:E com quem fala?"
Estarei ainda longe de Ti,
quem quer que sejas ou eu seja?
Cresce a noite à minha volta,
terei palavras para falar-Te?
E compreenderás Tu este
não sei qual de nós,que procura
a Tua face entre as sombras?
Quando eu me calar
sabei que estarei diante de uma coisa imensa.
E que esta é a minha voz,
o que no fundo de isto se escuta.
:
:
de Nenhum Sítio(1984)
António Manuel P ina
taken by_me
(em volta de )
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(texto retirado p´la autora)
foto gentilmente cedida por «Mar Revolto»