terça-feira, março 27, 2012

Depois de ti

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Depois de tio dilúvio: esgotaram-se as imagens e não posso mudar o que diziam:


há um esvaziamento, uma degradação,que em pouco tempo tornamo real absoluto no real possível:

e nunca mais hei-de sentir o mundotão alto como os versos e não o contrário,e nunca mais poderei dizer a ninguém:

os teus olhos são tão belos como os teus olhos.




Pedro Mexia, “Menos por Menos”