quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Doçura

serralves

photo by me @Serralves



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OS dias côncavos, os quartos alagados,as noites que crescem
nos quartos.




É de ouro a paisagem que nasce: eu torço-a
entre os barços.E há roupas vivas, o imóvel
relâmpago das frutas. O incêndio atrás das noites
corta pelo meio





o abraço da nossa morte.Os fulcros das caras
um pouco loucas




engolfadas, entre as mãos sumptuosas.





A doçura mata.




A luz salta às golfadas.
A terra é alta.











Tu és o nó de sangue que me sufoca.











Dormes na minha insónia como o aroma entre os tendões











da madeira fria. És uma faca cravada na minha
vida secreta.E como estrelas











duplas











consanguíneas, luzimos deum para o outro











das trevas.











Herberto Helder















1 comentário:

Eu, Lu disse...

Obrigada, amiga, por me apresentares a Herberto Helder...MARAVILHOSO