quinta-feira, dezembro 29, 2011

terça-feira, dezembro 27, 2011

Em cada partida uma pena

Em cada partida uma mão de aço


Em cada partida um dia no tempo


Em cada partida o balanço de uma saudade ainda morna






quinta-feira, dezembro 15, 2011

#23 _Projecto Poemagem (2º)




Photo by Adriana O. / Texto de Cris H.








novamente a mesma luz que seduz e cega

indomesticável

perene

e voluntariosa

quinta-feira, dezembro 01, 2011

#22 _Projecto Poemagem (2º)

Photo by Adriana O. / Texto de Cris H.




 Há não sei quê de díspar em ti que me afecta os sentidos:

será o ler-te?
será o ouvir-te?
será o tocar-te?


será o provar-te?

domingo, novembro 27, 2011

ja quase que nada que vem de ti ultrapassa a realidade




já quase que nada que vem de ti resiste ao assombro


já quase que nada que vem  de ti

quinta-feira, novembro 17, 2011

#21 _Projecto Poemagem (2º)



Photo by Adriana O. / Texto de Cris H.




O silêncio pendura-se nas últimas palavras; naquelas que só soubeste dizer enquanto esperavas que o descanso te arrefece, nessa tua forma de estar não estando
























domingo, novembro 06, 2011

#20 _Projecto Poemagem (2º)

...e de repente todas as mãos se fecharam e todos os gritos cessaram na perfeição de um poema.



Photo by Adriana O. / Texto de Cris H.

sexta-feira, outubro 21, 2011

segunda-feira, outubro 17, 2011

Metamorfose

Para a minha alma eu queria uma torre como esta,
assim alta,
assim de névoa acompanhando o rio.

Estou tão longe da margem que as pessoas  passam
e as luzes se reflectem na água.

E, contudo, a margem não pertence ao rio
nem o rio está em mim como a torre estaria
se eu a soubesse ter... 
                                  uma luz desce o rio
                                  gente passa e não quer sabe
 que eu quero uma torre tão alta que as aves não passem
                                                       as nuvens não passem
                                                       tão alta tão alta
que a solidão possa tornar-se humana.



Jorge de Sena



taken by me

sexta-feira, outubro 07, 2011

# 18 _Projecto Poemagem (2º)

                                                                         Photo by Adriana O. / Texto de Cris H.



Pensar que o dia se fez hora nas tuas mãos onde acabaram por morrer todos os meus sons e todos os meus silêncios.


segunda-feira, agosto 29, 2011


]



É bom mudar de casa, de janela,

arrumar de outra maneira as ilusões,

tratar de coisas puras como tintas

e sofás, pôr ordem entre os livros

e a vida, simular a liberdade.

Parece-nos possível voltar a acreditar

na mão que nos estende um pé de salsa,

na pechincha da beleza, quando passa

no poente da razão.

Apetece cometer uma loucura,

comprar um telescópio, decorar

o canto nono dos Lusíadas,
subir umas escadas do avesso,










pensar que nunca mais teremos frio.


José Miguel Silva






segunda-feira, agosto 15, 2011

# 15 _Projecto Poemagem (2º)


Encontro-me em todas de ti,as ruas,
remotas ilhas de presença ambígua;
camélias pendentes,
escombros
habitados por palavras
agri-doces ou acres, ou,
sonolentas,ou
sonhadoras...
o aperto de ambos,o deslizar das mãos.
.
.
o aperto,o corpo,o sexo,
o
..






photo by Adriana O. / Texto de Cris H.








quinta-feira, julho 28, 2011

# 14 _Projecto Poemagem (2º)


photo by Adriana O. / Texto de Cris H.



e se me deixares ir até ao fundo da linha?
Desembarcava no único traço que te conheço e

ensinavas-me de olhos fechados a cor do orvalho que vês pela manhã.

sexta-feira, julho 15, 2011

# 13 _Projecto Poemagem (2º)



Photo by Adriana O. / Texto de Cris H.





abrir as palavras
detê-las
constantemente no encruzilhar dos teus dedos,
ou, do sinal do provir,
do relançar
para além...
há sempre a luz do "não" dito,
ou somente o desejo
de omitir -
com os lábios tudo se diz em luz
aberta,
só os fechamos quando o olhar nos trai




sexta-feira, julho 08, 2011


Photo by me @ Porto




Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos,
Sacode as aves que te levam o olhar.
Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras.
Porque eu cheguei e é tempo de me veres,
Mesmo que os meus gestos te trespassem
De solidão e tu caias em poeira,
Mesmo que a minha voz queime o ar que respiras
E os teus olhos nunca mais possam olhar.



Sophia de Mello Breyner Andresen


domingo, julho 03, 2011

# 12 _Projecto Poemagem (2º)


photo by Adriana O. / Texto de Cris H.







Não me perguntes em que horizontes ando nem em que espaços me escondo. Não me perguntes em que noite lunar ou em que manhã solar me refugio. Aquilo que sou está demasiado esfumado para me acreditar.

sexta-feira, junho 17, 2011

# 11 _Projecto Poemagem (2º)



photo by Adriana O. / Texto de Cris H.





movo-me
1 2 3 passos para a direita
descruzo os braços
conto os intervalos de tempo

descompassos no tempo
descompassos no teu tempo
descompassos no desespero do tempo

abro a única janela para o mundo que em ti existe
num acto selvático de te saber
permites-me?
ou sorris pela fresta da loucura?

precisava de um 3ª braço
para me segurar os meus outros dois
enquanto eu te descanso
e não esburaco o lacre que te remendei em mim

o que é mais terrível...?
saber-te longe
ou
perceber-te perto?








domingo, junho 05, 2011

# 10 _Projecto Poemagem (2º)







photo by Adriana O. / Texto de Cris H.















Transformação





a casa;
as palavras dentro da casa.A
casa dentro de ti.
De ti , toda essa voz doce tão depressa feita melopeia, feita murmúrio, ou
num beijo de esquecer, o teu vulto, dobrado
sobre ti mesma,
o xaile escuro envolvendo-te o regaço, o
escuro, a cor da memória, da casa,
do tecto,
da incerteza que passa inócua; o
apressar do aconchego, da companhia habitada;
o bafo
o andar arrastado
o trago.
Tudo cinematográficamente perfeito...
e no entanto arde.

segunda-feira, maio 23, 2011

quinta-feira, maio 05, 2011

# 8_Projecto Poemagem (2º)



photo by Adriana O.

texto by Cris H.






quero falar do teu corpo
como quem fala da prosa
espaço branco
intermédio
caiado de silêncios





quinta-feira, abril 28, 2011


photo by me






Pode haver um muro, um mar

a palavra exposta

a poesia a um passo de ti

imprecisa

cautelosa em manhãs de nevoeiro

quinta-feira, abril 21, 2011

quarta-feira, abril 06, 2011

# 6_Projecto Poemagem (2º)





photo by Adriana O. Texto de Cris H.












Enegreci-te nos olhos





Enegreci-te nas mãos


Com o pó do sentir


Espesso Dolente


Incapaz de se mover sem mais um sopro.




Há sempre


Um olhar humedecido que encontro para o teu negrume.

sábado, março 19, 2011

cais das colunas

taken by me
Cais das Colunas_ Lisboa






Lá fora é poesia...
...Essa que afoga e distorce quem a lê!
Lá fora é poesia...
...Essa que mata e maltrata sem se saber porquê!

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Photobucket
taken by me @Lisboa
"UM SOPRO SI. MAS DESD E QUANDO UM SOPRO PODE JUNTAR-SE A OUTRO SOPRO PARA FORMAR UMA BRISA?"

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Aviso


Made by me @
Técnica mista( serigrafia e lápis de cera )



VENHO avisar-te que vou começar a escrever textos longos sobre ti e que não vou querer andar por aí a tropeçar em penas tuas que deixas à solta a vazante do rio.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

# 5_Projecto Poemagem (2º)





photo by Adriana O. Texto de Cris H.




Algures soou uma onda; não em
uníssono com as outras, não em simetria com nada;
nada nela era.

Apenas o era no arquejar imperfeito da manhã.



sexta-feira, janeiro 14, 2011

#4_Projecto Poemagem (2º)



photo by Adriana O. Texto de Cris H.

L



As cores das fachadas que estalam e não permanecem.
A realidade interposta de hábitos;
há buracos no céu; é só o que quero deixar aqui hoje.






#3_Projecto Poemagem (2º)



photo by Adriana O. Texto de Cris H.


Acordei com vontade de me fechar para o mundo.


Sê a minha obsessão


e desenho-te o sempre.



#2_Projecto Poemagem (2º)


photo by Adriana O. Texto de Cris H.


Agarrou-se à manhã seguinte, com um sorriso suspenso.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

#1_Projecto Poemagem (2º)


O velho Poemagem findou e deu origem a um novo Projecto de Poemagem
Dizeres meus e
olhares da
MundoFlo.


Quinzenalmente haverá o desafio de olharmos para dentro de nós e arrancármos à inércia dos dias laivos de luz ou de negrume...















photo by Adriana O. Texto de Cris H.





As palavras não têm querer.


Demasiado quentes explodem na boca de quem ama.


E TUDO acontece como antigamente.



words by
SombrArredia


domingo, janeiro 02, 2011

Photobucket
photo by me @Porto
o
o
E assim se me morrias, assim de um momento para o outro a apalpar pé ante pé até que o cordel de soltasse.