quinta-feira, dezembro 30, 2010

# 47 Poemagem

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photo by <Nuno G.





Quando começa uma pessoa a nascer? Quando começa a morrer? Será que começa a morrer antes de ter nascido por inteiro? Sentado numa cadeira de praia interrogo o pé que desenha na areia quente uma âncora. E depois a âncora desenha um coração. E depois o coração desenha uma janela. Levanta-se da cadeira, aproxima-se da janela, debruça-se, dá um impulso ao corpo magoado e cai. Só o vento o acompanha, Está ainda a nascer? Ou começou agora? […]


Eduardo Prado Coelho e Ana Calhau
in
Dia por ama, Texto editora



1 comentário:

Eu, Lu disse...

Nasço a cada segundo que começa...mas, imediatamente, morro...o segundo é tão fugaz!!!....Sou nascimentos e mortes ininterruptos.......