sexta-feira, novembro 26, 2010

# 42 Poemagem


photo by Adriana O.








[…]
Agora é a tua ausência que se ri de mim no silêncio da minha casa. Quando tu vivias, podias sempre voltar. Existias em suspenso sobre os dias em que nos afastávamos. Respiravas algures na mesma cidade. Encontrar-nos-íamos no acaso duma tarde, num recanto de jardim, diante de uma natureza morta da tua Josefa de Óbidos. Às vezes saía à tua procura nos bares que dantes frequentávamos. E voltava para casa com a certeza d que o céu estudaria a hora e a luz precisas desse encontro.
[…]


Inês Pedrosa,
in
Fazes-me falta

1 comentário:

Eu, Lu disse...

A ausência é uma presença que não se vê, sente-se..........