quinta-feira, outubro 14, 2010

# 36 Poemagem

kljh

photo by Lupen Grainne







"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!"


Florbela Espanca

2 comentários:

Eu, Lu disse...

Essa intensidade em ser tão intensa me consome, me incomoda......intensidade na linguagem, nas ações e, especialmente, nos sentimentos
Se há alegria, ela grita dentro e fora de mim...nos olhos, na pele, nos sorrisos, nas falas, nas mãos....o sangue fervilha de contentamento e o coração canta, dança e dá cambalhotas...
Se há tristeza, ela ruge, uiva, dilacera...mas apenas cá dentro...contamina o sangue, faz “trovoar” o coração, os dentes sorriem sorrisos sem vontade, sem graça e brigam com as mucosas da boca numa luta dolorida, as mãos, trêmulas e vazias, simplesmente, apertam o nada....
. É difícil tornar-me um meio termo, parece-me impossível deixar de ser gelo ou fogo, amornar-me apenas.....Amornar-me? Não sei se gostaria de me amornar interiormente...Morninha só mesmo a água para um bom banho em noites frias...e basta.....Continuo a me consumir nas minhas intensidades....

AM disse...

Teria ela encontrado o infinito depois da morte encomendada no dia do seu 36º aniversário?