quinta-feira, outubro 07, 2010

# 35 Poemagem

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photo by Andrew Paynter





De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.


E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.


Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.


Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem


Natália Correia





2 comentários:

AM disse...

Um poema de Outubro, um poema de Outono. :)

Eu, Lu disse...

Um poema...seja de que mês for...um poema de amor....Se for de verão....humm...quente e ardente...pra sempre.....