sexta-feira, maio 28, 2010

# 16 Poemagem

interludio  20maio
photo by Mariana Newlands








Quando aqui não estás



o que nos rodeou põe-se a morrer
a janela que abre para o mar
continua fechada só nos sonhos
me ergo
abro-a
deixo a frescura e a força da manhã
escorrerem pelos dedos prisioneiros
da tristeza
acordo
para a cegante claridade das ondas
um rosto desenvolve-se nítido
além
rasando o sal da imensa ausência
uma voz
quero morrer
com uma overdose de beleza
e num sussuro o corpo apaziguado
perscruta esse coração
esse
solitário caçador




Al Berto

2 comentários:

Eu, Lu disse...

Quando o alguém querido não está, vemos e sentimos em tudo que nos cerca, a sua presença....

blue kite disse...

Al Berto imortal !!!