sexta-feira, dezembro 12, 2008



(de autor desconhecido)






Gastei mais que as palavras
Em sonhos que eram teus,
E do pó que pisavas
Fiz estradas e céu.
Inventei ventos e ruas,
Fiz-me louco nos teus braços,
E das minhas frases nuas
No teu corpo escrevi laços.

E se partires de manhã
Deixa a sombra e o chão
Esta noite eu e tu
Somos a Palma e a Mão

E no nome que te dei
Tu já tens onde acordar,
Amanhã eu não sei
Quem te vai abraçar.
E então voltas do nada,
Sem pecados ou perdão,
Esta noite eu e tu
Somos a Palma e a Mão.

Vem de longe o teu caminho,
Em mim faz sempre verão,
Esta noite eu e tu
Somos mais que a razão.
Eu sou um mundo sozinho,
Por isso é fácil dizeres "Não"
Volta para mim esta noite
Para sermos
A Palma e a Mão.



Pedro Abrunhosa
in
A palma e a mão

3 comentários:

blue kite disse...

que poema brutal !!!

ao lê-lo e sem lógica aparente lembrei-me do que me foi dito esta semana

"uma multidão perde-nos, 1 pessoa salva-nos" PP

Nitrox disse...

Feliz Natal e Boas entradas em 2009!

João Garcia Barreto disse...

(...)Existe sempre um asilo, onde o âmago vive um segundo do tempo no Mundo... Eis o ledo Majestic no aroma do café que permanece no Porto profundo(...)