quarta-feira, maio 28, 2008

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parar
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sentir
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(pausa)

quinta-feira, maio 15, 2008

DORME TÃO MANSAMENTE ESTA CIDADE QUE ESTONTEIA dorme tão mansamente esta cidade que estonteia
DORME TÃO MANSAMENTE ESTA CIDADE QUE ESTONTEIA dorme tão mansamente esta cidade que estonteia


coração minhoto

"Porque não estás aqui?"era a sua pergunta sem destinatário concreto ou conhecido, feita ao vazio e no vazio,na consciência de que nunca ninguém estaria ali, de que ali nunca haveria ninguém para vir ter com ela num tempo menos efémero, que a sua ruptura da noite teria de se fazer como até então, ao sabor das fomes repentinas e de encontros avulsos, de insatisfações permanentes e de aventuras sem compromisso,de fulgores precários e de breves epifanias, como as do fogo-de-artíficio a enredarem-se no fio de Ariane interminável que ela assim desenrolava no seu próprio labirinto e nunca a nada a poderia prendê-la e nunca ninguém haveria de indicar qualquer espécie de caminho que lhe dissesse respeito.
Foi o fim da madrugada, quando tomava o chocolate quente da praxe com os Silveira Pimentel, que Monique decidiu que afinal ficaria no Porto e que no Porto passaria a ser o seu tédio e a sua solidão insatisfeita".
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Vasco Graça Moura