terça-feira, março 04, 2008

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Não eram palavras
o que escrevíamos nas paredes,
meu Amor.
Eram as tuas mãos e as minhas
entrelaçadas numa manhã fria
em que pombas voavam dos teus olhos
para me contarem liberdade.
Depois,enquanto as acácias
vertiam folhas
sobre o teu rosto
para beijares a manhã,
surpreendias-te
com os meus dedos
em forma
de girassóis azuis
tangendo os teus cabelos
enrubescidos de prata
Não eram palavras
o que deixámos nas ruas,
meu Amor.
Eram as certezas plenas
dos nossos corpos
abraçados no infinito
duma qualquer
madrugada de silêncio.
.
Pedro Abrunhosa

8 comentários:

Anónimo disse...

Não eram palavras
Eram a memória

Sónia

Lívia Dutra disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Lívia Dutra disse...

Retificando...

"Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti."
(Pedro Abrunhosa"

O'Sanji disse...

Obrigada pela visita ao plan(o)alto.
Voltarei para te visitar.

Menina_marota disse...

"...Depois,enquanto as acácias
vertiam folhas
sobre o teu rosto
para beijares a manhã,"

Linda esta letra de uma música que gosto de ouvir...

Grata por a partilhares.

Um abraço e bom domingo ;)

blue kite disse...

"A vida é um momento"





E as promos, que tal???

Aquele abraço apertado

Andreia Ferreira disse...

Lindo, lindo, lindo :) ***

Ausenciafiel disse...

Magico No Peito
Beijo
Fati