quarta-feira, agosto 15, 2007


Foto de David Nebreda
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" Uma intromissão que exige o álcool, que se põe,embebido em algodão, na ferida que reabriu para que de novo arda, palavras aflitas de uma conversa [..] E depois o regresso a casa com o corpo anestesiado,a música aos berros, a vontade de que tudo se desfaça no instante para o qual falta a coragem.Chegar a casa a agarrar a última garrafa e nas tuas fotografias até me virem os vómitos,as lágrimas,o ranho que expulse de mim o que guardo no mais fundo e me traz a vida vazia e inútil.Tenho tanto medo de encontrar que mesmo nunca te encontrando estás mais presente que todos os que vejo girar à minha volta."

*
Pedro Paixão
in Amor Portátil







8 comentários:

AM disse...

o sangue, a faca, o corpo, o bisturi, o fogo, a chama, a ferida a arder, o vento, o rasgão na pele de dentro...

...a dor, a dor, a dor...

o espasmo, o vento, a pele a arder por dentro da pele, do coração, dos ossos, o inferno...

Beguinha disse...

Obrigada pelos recortes de letras que compões com imagens e que fazem de cada visita uma surpresa... das saborosas!

Rute Borges disse...

como fazem doer as tuas palavras mais sentidas... um dor que trás o medo de conhecer...
um beijo meu

Gonçalo disse...

parabens pelo blog!

www.oito-ou-oitenta.blogspot.com

blue kite disse...

a dor, a dor. A por fora e sobretudo a por dentro. E pior do que ter medo é ter medo de ter medo ...

Ruela disse...

boas imagens e textos.
parabéns

Letras de Babel disse...

excreções de amor como o suor quando ele se faz feliz...



beijos

______.

Rose disse...

Impressionante..