quinta-feira, março 29, 2007

o TEMPO REVESTIU-SE DE TI.
CRUEL A MADRUGADA QUE
DESPERTA, INERTE.
SOAM SOLUÇOS DESVAIRADOS
DE COMPASSOS.

"E se não posso ter-te aqui,
ter-te-ei além
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onde os barcos navegam sem vento...
ainda que não te tenha nunca..."
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Maria José Quintela

terça-feira, março 13, 2007


Há um prenúncio de morte, lá do fundo de onde eu venho, os antigos chamam-lhe renho, novos ricos são má sorte.É a pronúncia do Norte, os tontos chamam-lhe torpe.Hemisfério fraco outro forte, meio-dia não sejas triste, a bússula não sei se existe, e o plano talvez aborte.Nem guerra, bairro ou corte, é a pronúncia do Norte.Não tenho barqueiro nem hei-de remar, procuro caminhos novos para andar, tolheste os ramos onde pousavam da geada as pérolas as fontes secaram.Corre um rio para o mar e há um prenúncio de morte.E as teias que vidram nas janelas, esperam um barco parecido com elas, não tenho barqueiro nem hei-de remar, procuro caminhos novos para andar.E é a pronúncia do Norte, corre um rio para o mar.
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GNR
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photo by me( Porto)