sábado, outubro 07, 2006





sOmOs o que resta de uma coisa antiga

# chego até ti com uma mão atrás , outra à frente, não sei que sou, este que te chega numa manhã, como todas as outras...

# não sei dizer-te porque te procuro, porquê a ti acima de todos os outros.Chama-lhe um apelo de sangue.

# um pé do lado de lá sem tirar o outro pé do lado de cá, eu numa ponte, capaz de de me segurar assim, com um rio de dúvidas por baixo, o rio onde me hei-de afogar, onde me vou de certeza afogar, quem aguenta assim este equilíbrio instável, o coração a jurar que aguenta.

# o coração pede um compasso de espera e se recusa a continuar sem saber por quem bate, o coração tem de saber por quem bate.

# e nunca deves confiar no coração e só podes confiarno coração.
Esse mesmo que te envena e te engana à mínima oportunidade, o teu coração que te empurra.

De repente.
No tempo de uma respiração
nunca sabes por onde!

...............

[ A mulher em Branco de Rodrigo G. de Carvalho]

8 comentários:

Beguinha disse...

Tanta gente me recomenda esse livro e este pedaço tão saboroso... e eu continuo a resistir porque não simpatizo grd coisa com o senhor... será que vale a pena resistir?

Rose disse...

Bom post!

holeart disse...

belo blog

muito porto, muito perto

blue kite disse...

Que bonito! Já estou a ver que o RGC te tocou espcialmente. Eu ainda não o li, mas talvez o faça em breve.
Mas li há alguns dias o Morreste-me (andei a resistir, resistir) e lembrei-me da nossa conversa a propósito dele e do que tu me disseste: um murro no estômago. No meu caso foram tantos murros no estômago que ficarei dorida muito tempo.

Abraço apertado e walk on!

What you got they can´t steal it they can even feel it, walk on

(tenho saudades de falar contigo. Um dia destes temos de nos cruzar)

blue kite disse...

Deixo-te também um Paul saltitante. Have a beautiful day!

Dark Blue disse...

Fico longos minutos a olhar para este rectangulo branco e nada me vem à cabeça para elogiar as fotos e textos do teu blog!

Uma delicia para os sentidos.

Fica Bem!

A. disse...

Somos sem dúvida o que resta de todas as coisas que já foram...




O meu coração deixou de querer procurar,apenas espera...e sem confiança alguma.
A isso não chamo mais do que maturidade e desilusão...porque
de tanto bater foi parando
(como num tal filme bonito e triste)








Lindíssimo o teu post Sopro...

Carla Augusto disse...

Excelente blog!