sábado, novembro 12, 2005



Ah quantas máscaras e submáscaras,
Usamos nós no rosto da alma, e quando,
Por jogo apenas, ela tira a máscara,
Sabe que a última tirou enfim?
De máscaras não sabe a vera máscara,
E lá de dentro fita mascarada.
Que consiência seja que se afirme,
O aceite uso de afirmar-se a ensona.
Como criança que ante o espelho teme,
As nossas almas, crianças, distraídas,
Julgam ver outras nas caretas vistas
E um mundo inteiro na esquecida causa;
E, quando um pensamento desmascara,
Desmascarar não vai desmascarado.
-.
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..
Fernando Pessoa, Poemas Ingleses

@ me
.
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...dos tempos k foram
de máscara posta com mãos de poeta dorido;
era o medo de entrar que me fazia guerreira
ou o medo de nao sair
que me fazia permanecer. O quanto fugi,respirei sem querer...
o dia,
as horas,
o tudo que não conseguia mas que
queria sentir
porque só assim me sentia perto de ti.
quando...

6 comentários:

blue kite disse...

Lindo!
Embora muito batida para nós apetece-me dizer.. apesar de Love is the temple, love the higher law...mas We are one but we are not the same...

rose disse...

.. quando há mãos que se unem sem máscara, sem tempo, sem destino, por serem todos os passos belos em nós*

damadespadas disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
damadespadas disse...

Porra...troquei as palavras no comentário de cima.Cá vai mais uma vez:
Pois é, mas com o passar do "tempo" não há máscara que resista e a verdade vem sempre ao de cima. A bela ou hedionda verdade, mas que vale mais do que todas as mentiras mascaradas.
Um beijo

Anónimo disse...

Gostava de, por uma vez, ver-te repirar o tal ar puro e aí de dentro sair um poema sem sangue.

(old-mirror.blogspot.com)

stephe disse...

"La monotonie n'existe pas. Elle n'est qu'une manifestation de la fatigue."

Que seja com ou sem máscara... existes...

Obrigada por tudo!!!
Parabéns pelo teu blog fantástico... (agora estamos ligadas...)