Olhar sobre Gaia
Ode à noite (inteira)
Ode à noite (inteira)
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Gosto do momento, exacto ou nem por isso,
em que se torna possível colar cartazes
nas paredes ao lado dos meus ombros (espero
o autocarro, vejo devagar, sorrio). Mas
gosto, sobretudo, dos cães quase sem dono
que roçam as esquinas, pisando restos de garrafas
- ou das pessoas que desconheço.
nas paredes ao lado dos meus ombros (espero
o autocarro, vejo devagar, sorrio). Mas
gosto, sobretudo, dos cães quase sem dono
que roçam as esquinas, pisando restos de garrafas
- ou das pessoas que desconheço.
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Manuel de Freitas

6 comentários:
Gosto muito de Manuel de Freitas. Bem escolhido!
(old-mirror.blogspot.com)
Apaixonei-me por esta frase:
"tenho medo de me sentir e aperfeiçoar a palavra silêncio dentro de mim" ;)
Beijo*
Fantástica a frase que tens no início do post...
Eu, para mim, acrescentaria a palavrinha "não" antes do "tenho" e poderia ser um dos resumos dos meus dias de Setembro. :-)
Há algo no [meu] silêncio que só um ameno Setembro pode compreender ;-)
Um beijinho C,
paula.
pois eu identifico-me com a frase, tal como está. pk habituarmo-nos ao silêncio, dentro de nós, para mim, nao é bom....
Penso que todos temos esse receio, mas nada como sair para a rua e tentar decifrar os silêncios dos outros nos seus olhares.
P.S.- Plagiei a ideia das fases da lua p o meu blog. Achei delicioso!Espero q não te importes. :-)
Por vezes também é bom saber ouvir o silêncio dentro de nós!...Porque não? Pode dizer-nos tantas coisas!
Manuel de Freitas...gostei! ;)
Beijo*
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