terça-feira, julho 05, 2005

«««««peripécias acontecem sempre
e esta foi uma delas: ao querer fazer novo Post
este foi apagado, daí já nao conseguir
escrever o que escrevi, porque o momento
passou.
Fica somente o registo do poema
e a lembrança do que estava escrito e
que sei que foi lido pela pessoa a quem o dirigi»»»»»»«
(4 julho*um beijo neste dia que é teu)
:

.

.

Poema morto



Repara como as árvores mortas
se surpreendem aind apelo vento,
repara como as suas folhas decrépitas
ainda se movem por ele.
Assim sou eu, já sem luz,
mas a sentir ainda o vento
a marulhar-me as folhas,
assim sou eu, inerte,
mas a sentir por mim frémitos de vida...

Repara como as almas se ajeitam,
encolhidas e enroladas nos seus nichos,
repara como eu me altero,
entre hipérboles de palavras
que deixo perdidas e...
sem rima...

Vê como é tão difìcil sorver
do dia a luz completa

e bebê-la, enfiada que está
no seu canto, resguardada,
vê como, a pouco e pouco,
eu me deixo perder entre os teus dedos
e os dedos são já apenas fumo
longo e lento por mim
como a brevidade
de um poema já dito....
.
.
A. Malheiro

1 comentário:

Sistermoonshine disse...

Muito obrigada pelo teu gesto e escolheste muito bem o poema...

"Assim sou eu, já sem luz,
mas a sentir ainda o vento
a marulhar-me as folhas,
assim sou eu, inerte,
mas a sentir por mim frémitos de vida..."