segunda-feira, junho 27, 2005

Desculpa P. ter aproveitado a ideia que expusseste mas
eu "tinha" que colocar isto, hoje, aqui, agora...
Mexeu demais comigo, doeu...fez mossa.
.

.
A angúsita tem muitos dedos,
muitas mãos que nos prendem e nos presenteiam com sorrisos falsos.

«Francesca » [ver site]
conheceu um desses sorrisos da pior maneira possível:
através da morte.
Da morte provocada por ela mesma,
numa cidade: Roma..

mas podia ser outra qualquer
Num dia de Janeiro de 1981...
mas podia ser ter sido outro.
Foi ela a vítima...
mas podia não ser
Tinha 22 anos,
absorvia o mundo
atrás de uma máquina...
de uma máquina fotográfica

e deixou alguma dessa beleza
impressa em sais de prata.
Foram decerto gritos mudos
que ela soltou;
gritos que não foram compreendidos,
questionados;
gritos que só por si deviam abalar o mundo de quem os ouvisse,
mas parece que não foi isso que sucedeu.
QUEM É QUE "NÃO QUIS" que o seu mundo fosse abalado por eles?





Esta dor não passa quando adormeço / chora ao pé de mim / irremediável // alguém nos toca o ombro e / damos por nós mais sozinhos // o meu lugar na morte / é junto da janela / logo atrás de ti."
:

Mário Rui de Oliveira in "Bairro Judeu"

3 comentários:

paula. disse...

C, não me importo nada, aliás penso mesmo que o trabalho de Francesca W deveria ser cada vez mais e mais divulgado...pela sensibilidade, mas sobretudo pela idade em que os registos foram feitos sem recursos tecnologicos como hj em dia tanto se vê e que retiram, na minha opinião, alguma qualidade (intrínseca) às imagens.

Há muito na fotografia actual que fica em dívida aos fotografos que não tinham os recursos que hoje existem...a arte nascia do olhar por detrás da camara e não de photoshops e afins, que são sempre bons, mas que retiram aquele grama único de autenticidade ;-)...ou que pelo menos sempre nos deixam na dúvida.

Qtº à história pessoal de Francesca...haveria muito a lamentar sobre uma tão curta existência, mas tb estou convencida que parte do olhar que perturba nas suas imagens terá algo a ver c uma existência também ela dorida e difícil tendo terminado da forma q terminou.

Só uma coisa, ela não faleceu em Roma, e sim em East Village , Nova Iorque. Viveu em Roma durante um ano, de onde resultaram algumas das melhores fotos, mas nõ foi aí que escolheria partir.

Desculpa o testamento ;-)

Um beijinho

rose_ disse...

Nem tudo tem de ser assim

Espectro #999 disse...

   ¦•¦   Antes de mais [...] um desabafo   ¦•¦   serás quem penso que sejas ? Digo isto em função tanto do Nick como da abordagem (no comentário da Paula)   ¦•¦   mas isso nada tem a ver com a Francesca. Aliás, gostaria que me explicassem melhor esta história   ¦•¦   pois tenho a nítida sensação de que fiquei a leste   ¦•¦

   Ω Beijocas e inté Ω