terça-feira, maio 24, 2005

abrir as palavras
detê-las
constantemente no encruzilhar dos teus dedos,
ou,do sinal do provir,
do relançar
para além...
há sempre a luz do "não" dito,
ou somente o desejo
de omitir -
com os lábios tudo se diz em luz
aberta,
só os fechamos quando o olhar nos trai


taken by me






:
Estarei ainda muito perto da luz?

Poderei esquecer
estes rostos,
estas vozes,e ficar diante do meu rosto?

Às vezes,como num sonho,
vejo formas como um rosto
e pergunto:"De quem é este rosto?
"E ainda:"Quem pergunta isto?"


"E:E com quem fala?"
Estarei ainda longe de Ti,
quem quer que sejas ou eu seja?
Cresce a noite à minha volta,

terei palavras para falar-Te?
E compreenderás Tu este
não sei qual de nós,que procura
a Tua face entre as sombras?

Quando eu me calar
sabei que estarei diante de uma coisa imensa.
E que esta é a minha voz,
o que no fundo de isto se escuta.
:
:
de Nenhum Sítio(1984)
António Manuel P ina




5 comentários:

rudepoema disse...

profundíssimo texto, daqueles que extraem lágrimas mesmo... bela foto também...vítor, www.rudepoema.blogger.com.br

notanymore disse...

belíssimo post :)

Anónimo disse...

Esta mañana te reconozco a ti
Y me pregunto quién ha visto lo que has plasmado
En los rayos incandescentes de tu mirada
Y quién ha notado lo que guardas
En el rincón ansioso de tu alma temerosa
¿Quién quiso amarte y no lo logró?
¿Es acaso tan difícil el amor?
Yo te encontré y te escribo
Y recito en soliloquio mis pensamientos
¿Podría yo hacer algo?
¿Quién eres? ¿Quién soy?
Pero nos encontramos cuando en paredes de vidrios vivíamos,
Sin saber que estábamos bajo el mismo cielo, cerquita.
Dormiré entonces un rato los sentimientos confusos que existen en mi.
Y si sueño, escribiré.
Anoche soñé contigo y hoy escribo por ti.


Sokrates

Anónimo disse...

não devias ter tirado o post anterior.

Anónimo disse...

As tuas estantes cobertas de livros. Montanhas de palavras nuas que bailam o lá fora adormecido. O sofá, abrigo de tantas lágrimas e tantas vozes dispersas, submersas naquilo que só consegues dizer através dos livros, do silêncio estampado nas páginas dos teus olhos em sangue.

*17/19.07*