segunda-feira, abril 25, 2005



taken by sombrArredia

Neste dia, há um ano atrás,

este cravo teve a "liberdade"
de me ser dado.

Lembraste?

domingo, abril 24, 2005

Nocturno

A arte já sabemos nasce
da imperfeição das coisas
que trazemos para casa
com o pó da rua
quando a tarde finda
e não temos água quente
para lavar a cabeça.
Tentamos regular
com açudes de orações
o curso da tristeza
mudamos de cadeira
e levamos a noite
a dizer oxalá
como se a palavra
praticasse anestesia.


José Miguel Silva
Ulisses já não mora aqui
& etc.

"Atrás"
Técnica mista sobre papel
Trabalho gentilmente cedido por Cristiane Alcântara

:)
ehheehhe
[cadê você?....Beijins ]

terça-feira, abril 19, 2005

" No Porto
pode haver neblina numa manhã de Agosto,
a dar brilho às pontes e a beijar o rio,
como se fosse um manto de nevoeiro"
Desenho by Rui Pedro Bordalo in JUP 2001 Posted by Hello

sexta-feira, abril 15, 2005

. . . ......
. . .... .
. . .... ...
. . .. . .. ..
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. ......
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. . . . ...

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.. . . .



Over the Rhine
"Born"
.
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...
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.. ...
... .
. ......

SombrArredia (cá o Je), decide pôr um pouco de animação no "tasco",
pois já teve "reclamações " dizendo que o Blog andava muito sério
e que despoletava memórias (e afins) demasiado pesaditas.
Portanto pessoal...apesar de o tema musical ser uma balada,
dá para descontrair um pouco.
Ahhh...E um conselho : prestem atenção ao poema.Ele merece.











quarta-feira, abril 13, 2005

ando por aqui...
_____
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"...Cá está ela, a inquietação sem resposta, que não se deixa vencer;

cá está ela outra vez a aproximar-se em passinhos lentos"

"O desenhador"______Fátima Pombo

terça-feira, abril 05, 2005

Apesar de hoje não estarmos em conexão,
é p´ra ti estas linhas Sister *
@by Sten
Ligo-te logo
sem o mínimo intuito
de me emaranhar nos teus nomes,
predicados e sonetos sem rima,
e tardes de neblina
que enxugas com a ternura
que sempre me disseste que te era cara.
Sim,
podes esperar que eu ligo-te logo
contando-te de olhos cerrados
todos os meus inúmeros medos
que me ensombreiam para ir ao teu encontro
na breve precaridade dos dias
que consegues dissolver na poesia
sem que para isso inventes desculpa para a tua ausência.
[apesar de...]
Sim.
Ligo-te logo...
Fev. 05

sábado, abril 02, 2005

Vamos lá contar as armas
tu e eu, de braço dado
nesta estrada meio deserta
não sabemos quanto tempo as tréguas vão durar...





há vitórias e derrotas
apontadas em silêncio





no diário imaginário
onde empilhamos as razões para lutar!





Repreendo os meus fantasmas
ao virar de cada esquina





por espantarem a inocência
quantas vezes te odiei com medo de te amar...





vejo o fundo da garrafa
acendo mais outro cigarro
tudo serve de cinzeiro
quando os deuses brincam é para magoar!





Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses





Entre o caos e o conflito
a vontade e a desordem
não podemos ver ao longe
e corremos sempre o risco de ir longe demais





somos meros transeuntes
no passeio dos prodígios
somos só sobreviventes
com carimbos falsos nas credenciais





Vamos enganar o tempo...



clicar aqui:
«JorgePalma»











E POR VEZES





E por vezes as noites duram meses.
E por vezes os mares oceanos.
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes




encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos.
E por vezes fingimos que lembramos.
E por vezes lembramos que por vezes




ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos corpos encontramos.




E por vezes sorrimos ou choramos.
e por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos.




______David Mourão Ferreira_____________
Lido por
Jorge Palma
.e
por vezes é preciso celebrar a loucura que nos aviva
a alma
e engrossar o frágil momento de nos darmos.
e
por vezes é-se tão desigual, e tão
respeitosamente digno
como tu,
esta noite foste, ao declamar este espantoso poema.
O meu obrigada ,Palma