Embarquei nesta sala esperando que escorressem papeis brancos suficientes para que me sossegassem mas só espantei ainda mais as certezas..
Fiquei com medo dos focos que iluminava demais o real. Dos focos que sobreviviam sem a palavra não domada do medo ou da dúvida.Tive medo de mim. De ti. De tudo o que passou e que ainda está por vir e que eu terei que sublinhar para ler depois.
"No palco, e junto do palco, e em todos os cantos da sala,encontro sombras. [...]
Compreendo que hoje tinha que voltar"
2 comentários:
Eu muitas vezes para entender o que se passa realmente comigo só escrevendo....
Esta mania de escrever tudo, como se escrevendo se tornásse menos perigoso, como se escrever fosse libertar-me...
Mas não é, na maioria das vezes é sobretudo render-me a mim, às evidências e ao que preferia que não fosse verdade.
Depois, depois de escrever, sublinhar o mais importante, o essencial e o apenas acessório e dps talvez ainda sobreviver ao que escrevo. A mim.
beijinhos C. fica bem.
A luz brilhante sobre o palco ou a tela onde pintas ainda quente um desejo...
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