domingo, fevereiro 06, 2005

taken by Rose
Porto 2003
E de repente, tudo se acaba
num repente toda a água sobre mim, e destrói
minha lúcida fortaleza de areia que,
encerrava o sonho de que te fiz.
Tudo se acaba, quando vem a noite
tudo se acaba...repito em vão...
o que gostaria que acontecesse à minha solidão
esta mágoa tão sombria que me deixa
assim desolado, da lágrima mais tardia
que mesmo tardia, desenterra meu passado.
E eu, aí de mim!que sou o mais singelo
o mais honesto,o mais austero
colecionador de lágrimas.
O mais perfeccionista e competente colecionador
de LÁ GRI MAS.
Ofício companheiro,ofício inseparável este
que caminha comigo pelas noites,dentro dos bares
nos ollhares dos estranhos, no reflexo das poças
nos teus olhos infinitos.
Teus olhos, vejo-os, na parede vazia
na cama desfeita, eu os sintos quando acordo
eu os imagino quando eu choro
eu te recordo ao ver teus óculos
esquecidos no criado mundo...
gentilmente cedido por _____Glauco Callia

3 comentários:

Anónimo disse...

O caminhar para a luz é sempre um sopro de esperança!!!

Rosita

Anónimo disse...

Este sopro tinha cheiro a fim

RoSe_

Rodrigo Monteiro disse...

Oi!!!

Gostaria de usar esse poema Colecionar de lágrimas como pano de fundo prum documentário fotográfico qeu fiz pra faculdade. São 20 fotos em preto e branco de Nova Petrópolis/RS refletidas em poças de água numa chuva de fim de tarde...

Poderia???