Helena Almeida
Eu estava só naquela tarde e tu vieste
de dentro povoar-me de cidade o coração
prometido para o lugar
onde costumamos deixar as palavras
Tinham posto de novo fitas nas árvores
reuniram-se os corpos e as vozes
para todos sentirem
pontualmente a alegria
E tu pousaste então ó meu pássaro naquele coração
cingido no meio da cidade.
(Ruy Belo)
Helena Almeida
2 comentários:
É no silêncio e na quietude da solidão que chegam até nós, nas asas do pensamento, as palavras, os gestos, as atitudes, os sonhos que mais nos marcaram... Cabe ao nosso raciocínio a difícil tarefa de escolher o que deve ficar no baú das recordações e aquilo que devemos deixar partir no sussurro do vento para se dissipar na atmosfera.
Rosita
Helena Almeida - Ainda sinto a pele arranhada por toda a profundidade que se respira da sua arte. Talvez das melhores exposições que vi até hoje, pela dor, pela ousadia, pelo silêncio mas, sobretudo, pela coragem.
Boa escolha.
C.
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