sábado, janeiro 08, 2005

Madruga feita de baús dos outros...
tão próxima do meu báu que o abri sem o querer e o espreitei, e o remexi, e constatei que as coisas ainda se mantéem na mesma posição e na mesma ânsia inquieta e que isso nunca irá dissolver-se na corrosão do tempo.
Sorrir?

Basta sorrir?
Ou basta saber permanecer
e aprender a viver com o calor do tempo passado?



by SombrArredia




Não partas já.Fica até onde a noite se dobra.para o lado da cama eo silêncio recorta.as margens do tempo. É aí que os livros.começam devagar e as cores nos cegam.e as mãos fazem de norte viagem. Parte apenas.quando a manhã se ferir nos espelhos do quarto.em estilhaços de luz; e um feixe poeiras.rasgar as janelas como uma ave desabrida.Alguém murmurará o teu nome,vagamente,.como o gastar dos dedos na derradeira página.E então,sim,parte que outra história se.invente mais tarde,quando os pássaros gritarem.à primeira lua e os gatos se deitarem sobre.o muro,de olhos acessos,fingindo que perguntam.





_________Maria do Rosário Pedreira in "A casa e o cheiro dos livros"

1 comentário:

paula. disse...

[sorriso]

Beijitos from Lisbon....está frio demaissssssss hoje :\