sábado, janeiro 01, 2005

Há uma cidade com um Café que tem desde hoje um espaço vazio,outrora ocupado por uma mesa.
Não refiro a que canto se encontrava a dita mesa, pois concerteza repararão ao entrar,numa especíe de luz de forma quadrangular derramada pelo chão.
É assim que ficam sinalizados os lugares onde se derramaram centenas de palavras escritas com o tinteiro da "loucura".
São lugares mágicos, povoados de sentimentos, à espera de serem novamente ocupados por alguém que os sinta e os explore e cuide deles novamente, tal como o último "inquilino" o fez.
A quem o ocupar, que o ame e o aconchegue, pois foi um lugar cativo de uma personagem...de uma bela personagem, que agora anda por essa cidade solta e uivante...
Até um dia...

4 comentários:

como a manhã disse...

Mesas, tantas, nesse café... Umas atrás|dos|vidros, outras ao canto, pelos sofás, pelos espelhos, pelos bastidores distantes de quem entra...
Mesas, tantas, em que a luz se perde e outras, talvez medo, talvez coragem, em que acontece a luz que não mais se esquece. E essas também ao canto, na esplanada...

Cimbalina disse...

"Quando nos levantamos e nos afastamos,
limpam o tampo da
mesa com um pano húmido.
Assim se apagam as
nódoas que deixamos de café
e música,
as memórias que ficam
de nós
nos sofás
ainda quentes
do nosso odor
miscigenado."

A mesa permanece ao canto, apenas agora vazia, aguarda novo "inquilino", se a encontrares senta-te nela, afaga o tampo com as mãos, escreve-lhe em cima. Talvez assim a memória das palavras se eternize...

Aúuuuu!!!

paula. disse...

Confesso que a palavra "uivante" me deixou confusa rss...
Ontem quando li isto pensei que partiras e deixavas este canto à sua sorte.

Olha...cafés há muitos ;)
- eu pessoalmente detesto café, não os cafés e assim é sempre o mesmo embaraço: "é um cafezinho?" - NÃO! rsss...e o olhar suspeito do empregado...
Enfim...não é fácil beber chá num país de cafés rsss...

{mas como dizia: cafés há muitos, mas sempre haverão aqueles em que o café sabe melhor, em que o chá é mais quente e os "inquilinos" mais amistosos...cuida deste e deixa que possamos derramar palavrinhas pelas mesas ;)}

ps: não vou uivar!!! o_Õ (eheheh)

paula

João Garcia Barreto disse...

Tantas mesas dissipadas por aí... mas essa não era uma mesa qualquer. Era uma mesa do canto. Tantos cantos dissipados por aí... mas esse não era um canto qualquer. Era um espaço, onde a arte se revestia do amor das palavras trocadas nesse mesmo lugar tão genuíno.