sexta-feira, dezembro 31, 2004

Pra estes próximos 365 dias que se aproximam...




Peace on Earth
Hear it every Christmas time
But hope and history won't rhyme
So what's it worth?
This peace on Earth
Peace on Earth
Peace on Earth
Peace on Earth
_________(Bono)

quinta-feira, dezembro 30, 2004

domingo, dezembro 26, 2004


Porto num tempo quase desnecessário
taken by SombrArredia





EM-TODAS-AS-RUAS-TE-ENCONTRO-E-EM-TODAS-AS-RUAS-TE-PERCO
______________Mário Cesariny in Pena Capital

quinta-feira, dezembro 23, 2004

ON MY SKIN
I TEASTE YOU
I BREATHE YOU
I SCAN YOU
I WAIT FOR YOU
I SEE YOU
I WALK IN
I CRY IN
.
.
.




taken by SombrArredia
´num Café em Coimbra



"Então sento-me à tua mesa.Porque é de ti
que me vem o fogo.
Não há gesto ou verdade onde não dormissem
tua noite e loucura,
não há vindima ou água
em que não estivesses pousando o silêncio criador.
(...)
Tu dás-me a tua mesa, descerras na vastidão da terra
a carne transcendente. E em ti
principiam o mar e o mundo."
_______________Herberto Helder

Máscara"
desenho gentilmente cedido por Cris Alcântara

..... ........ ........ ......
Técnica mista sobre papel Canson


Miga...
pois é Cris,

a net tem destas coisas surpreendentes,não é "sósia"? :)...
Pensar que a culpa disto tudo é do "lindinho"...
rararaaarararararr

Obrigada por partilhares tantas madrugadas sem fusos ...,desafiadoras das nossas coerências artísticase mentais;
e por me mostrares os "traços" do Ferreira Gullar, Clarice Lispector, Carlos Bracher...and so on, and so on


Beijim e parabénsssss pelo teu dia :) :)

terça-feira, dezembro 21, 2004

As cores dos mares...

"da minha Língua vê-se o mar"
#Vergílio Ferreira



"modelei as chaves do mundo
a que outros chamam seu
mas quem mergulhou no fundo
do sonho, esse fui eu"
#António Gedeão
"e o destino não quis
que eu me cumprisse como porfiei
e caísse de pe´, num desafio.
Rio feliz a ir de encontro ao mar
desaguar,
e, em largo oceano eternizar
o seu esplendor torrencial de rio"
# Miguel Torga
"mar alto!ondas quebradas e vencidas
num soluçar aflito e murmurado...
o voo de gaivotas, leve, iamculado
como neves nos píncaros nascidas!"
#Florbela Espanca
"as ondas quebravam uma a uma
eu estava só coma areia e com a espuma
do mar que cantava só p´ra mim"
#Sophia Mello B. Andresen
"nada sabe do mar
quem não morreu no mar
calem-se os poetas
e digam só metade
os que andam sobre as ondas
suspensos por um fio"
Sebastião da Gama

"Marprati" ________ @taken by A.M.
"com o mar
as curvas das ondas
e o dorso de um peixe ao luar
fiz uma deusa
que criou o mar.
Depois deitei-me ao comprido com o mistério resolvido"
#José Gomes Ferreira
"casa branca em frente ao mar enorme
com o teu jardim de areias e flores marinhas
e o teu silêncio intacto em quem dorme
o milagre das coisas que eram minhas."
#Sophia M. B. Andresen
"tinha o tamanho da praia
o corpo era de areia
e ele próprio era o o início
do mar que o continuava.
Destino de a´gua salgada
principiado na veia"
#Natália Correia



segunda-feira, dezembro 20, 2004






"Experimento um silêncio?"
mas o que é que me dizes?
o que já sei de cor?
quero outro além desse
de todas as cores






domingo, dezembro 19, 2004


aguarela e lápis de cera

Não falei contigo
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és...

Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verãonos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo
e tudo o que vejo...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel
Nela te pinto nua
numa chama minha e tua.

Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tetos
cujos vidros vais pisando...

Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso do teu gesto mimado
e à palma da tua mão...

(...)

Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidosque voltei a encontrar em ti...

É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...

...nela te pinto nua
Numa chama minha e tua

Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado

_______________________"A carta" @ Toranja











15 longos minutos olhando uma cadeira vazia
preta
de aço
baça

15 longos minutos...
tantos
que não me cabiam na véspera de todos os dias

sexta-feira, dezembro 17, 2004





"In jazz,
as in other musics,
some yhings are of their time,
some ahead of it,
while others
simply know no time at all..."
do inlay do "Birth of the Cool"________Miles Davis

segunda-feira, dezembro 06, 2004


by sombrArredia

a todos os meninos e meninas que se portaram bem este ano
tenho a dizer-lhes que o Pai Natal tem o hábito de visitar este blog...
portanto
se quiserem deixar aqui a vossa listinha de presentes,façam o obséquio ehheh



domingo, dezembro 05, 2004

A solidão era eterna
e o silencio inacabável.
Detive-me como uma árvore
e ouvi falar as arvores.





________Juan Ramon Jimenez






Foto de Jorge Henriques do livro " Domingo De Manhã"




Serias obrigado a escolher
Entre o jardim da árvore única
E a única árvore do jardim.
Serias obrigado
E nenhum facto
Travestido de consequência
Te faria voltar atrás.
________Regina Guimarães
porque quero
porque sim
porque estará
porque sempre
lá...

sábado, dezembro 04, 2004

"(...) penso no absurdo de escrever. De estar a escrever quando podia estar com os amigos, ir ao cinema, ir dançar que é uma coisa de que gosto... mas não, um tipo está ali e é um bocado esquizofrénico. (...) Há sempre uma parte subterrânea nas obras de arte impossível de explicar. Como no amor. Esse mistério é, talvez seja, a própria essência do acto criador. (...) Quando criamos é como se provocássemos uma espécie de loucura, quando nos fechamos sozinhos para escrever é como se nos tornássemos doentes. A nossa superfície de contacto com a realidade diminui, ali estamos encarcerados numa espécie de ovo... só que tem de haver uma parte racional em nós que ordene a desordem provocada. A escrita é um delírio organizado."
António Lobo Antunes (exerto da entrevista ao JL ,Jan 82)



Há madrugadas em que se nao fizermos a vontade às palavras, elas ficam-nos a bailar o sono, batendo em surdina nos dedos...nas folhas.
(tok tok tok...ruído surdo e compassado.)
Obstruindo-nos os poros...dilacerando a carne.
Cuspindo-nos para o inferno de nós mesmos e tapando a saída.

......E tanto nos sopram que nos vencem.
E tiram-nos as meias mentiras e lançam-nos as verdades inteiras no hálito do papel
E elas lá ficam...a olhar para nós, com aqueles (A)s abertos e os ( O)s ainda mais assustadores....

São os nossos fantasmas que despertam e querem vida.
A vida que não lhes queremos dar por medo. Por medo de nós...












O impossível grito
Se eu pudesse caminhar com palavras lentas sóbrias
e se eu pudesse falar-te ou gritar
como um vento selvagem
se tu pudesses ver-me e eu te pudesse olhar
- aqui onde escrevo e nada principia
Nenhum impulso emerge do ilimite vazio
nenhum punho se ergue entre as pregas do abismo
Se escrevo ou falo é o mutismo que fala
se olho é através de um não olhar
se prossigo sei que a minha sede é vã
onde estou é auém de toda a origem
onde estás é além de todo o encontro
E todavia escrevo terminando onde escrevo
sem o gérmen que abriria o diálogo da água
sem a dissonância viva de quem está ainda algures emparedado
e crê que um grito algém ainda ouviria
E todavia se escrevo é porque talvez espere
avançar entre os muros para uma praia secreta
que um sinal ilumine este deserto de cinza
que uma pergunta abale este bloco inamovível
Se eu pudesse falar-te através desta espessura
se tu pudesses ver-me se eu te pudesse olhar
_________________António Ramos Rosa

quarta-feira, dezembro 01, 2004

"A noite -a hora em que tudo é imenso como um olhar cego. A hora em que estamos a sós connosco, com esta coisa terrível que somos nós por dentro vivíssimos e não há público nenhum para nos ajudar."
_______________________@ Vergílio Ferreira in "Em nome da terra"






teste de parâmetros (fase laboratorial
da fotografia a preto e branco)



e HOJE foi uma noite difícil...