quinta-feira, novembro 25, 2004

Naquela tarde

O livro estava ali,parado, de capa brilhante e apelativa a olhar p´ra mim.
Quieto na sua forma de estar.
Ausente da luz de neon que transfigurava as feições e ausente da música que lutava por sobreviver numa morna tarde de Outono.
O livro conseguiu os seus ensejos : cativou-me e fez-me seu no acto de o desfolhar ternamente e medrosamente.
O livro permaneceu presente naquela estante, naquela prateleira,naquela livraria esperando cativar outra "vítima" ávida de poesia como eu.





tinta da china sobre papel Canson

Sugiro uma visita ao site deste senhor,dono desta bela frase :)
http://www.valterhugomae.com



1 comentário:

Cimbalina disse...

Hmm..., aos "mendigos-de-poemas" todas as livrarias são mágicas e todas as lombadas um corpo deserto a descobrir! Perversamente, vão rodando as mãos, saltam de lombada em lombada, machucando as letras...