quarta-feira, novembro 03, 2004



Na sequência de uma conversa com uma amiga sobre contrabaixistas, cordas e outras coisas mais,veio o ímpeto de passar este pretenso poema




Fala de um contrabaixo




O tempo revestiu-se de ti.
É nu. Cruel a madrugada que
desperta, inerte.
Soam soluços desvairados
de compassos.
Assim te recordo, ao abraço
que me prende, sempre que
a mim recorres.
Abraça-me como se fosse
a última dança...aquela que
nunca se deu.
Sou um braço, de madeira
feito de luta e de cansaço.
Sou alma, de ti, e de quem
a mim escuta.
Escuro é o compasso com o palco.
Só a ti te toco e só tu a mim
me tocas.
Somos um só corpo,aberto
a aplusos que do outro lado
exalam

2 comentários:

Cimbalina disse...

:-)

PalavraSolta disse...

"O Tempo também se engana..."

Um abraço no eterno compasso da amizadade!

:)